Meu peito já não dói, sangra
um líquido amarelo e doente
fruto do plasma d'alma demente
e das cinzas das torpes lembranças.
E, enquanto cinzeiro, essa ferida chora,
queimando por dentro em águas
o pouco das memórias sem mágoas
o muito dos devaneios de auroras.
Então fico a vê-lo putrefar
cansado de sofrer, morto por sangrar
o sangue que de amarelo vira tinta
petra, forte, viscosa...
Na qual a pena molho
da qual a negritude me apavora.
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