domingo, 27 de novembro de 2011

Congratulações

O Fogo trepidava sobre a Água, enquanto pares de pássaros sussurravam seus íntimos lamentos, a luz e a sombra bailavam juntas, numa dança plena e única da qual nenhum registro jamais alcançará tal plenitude em descrever.

A Terra e o Ar conversavam como antigos amigos - o que de fato o eram - debatendo alegremente sobre suas peculiaridades e forças. Marte e Vênus orbitavam em torno do Sol eclipsado, cada metade tinha um todo, mas já não se era todo em metade...

Cada pensamento, cada palavra, cada ação, cada intenção. As fontes e as musas dançavam - duas a duas, a que sobrou não sobrava, dançava com Mercúrio - a música e a melodia conversavam e de sua voz saiam as mais adoráveis anedotas... Cada qual com seu quê, cada quê com seu qual, riam ao som das dezessete velas.

Dezessete... Número vazio, por que estava ali mesmo? Ah! Apenas pela festa desconhecida me pertencer, a torta de andares vazios e enfeites distantes. Cada risada era uma lembrança do que faltava - alegria.

Olhei para o céu e ri ironicamente, mesmo que a minha parte me falte, mesmo que meu todo seja quebrado, mesmo que nada me seja agradável - em todos os sentidos que o nada me pode ser - É lua cheia.

Maldita esperança.

Malditas velas.

Maldito sopro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário