Sou a prostituta, que se benze aos olhos do puro padre e frequenta os cultos nos dias sacros.
Sou a infiel, tão presa a princípios que traição não consta em meu vocabulário.
Sou a louca, aquela que em sua insensatez disseminou a razão.
Sou a egoísta, que se colocou na via crucis para livrar-te dos teus demônios.
Sou a pervertida, que corrompeu o amante e o levou ao caminho certo.
Sou a falsa, que jamais soube, nem jamais se importou em mentir.
Sou a dramática, que dos palcos tem medo e de toda peça foge.
Som a fria, que chora, ri, apoia, vive e ama as tuas emoções.
Sou a princesa, sem coroa, sem reino, sem súditos, presa num castelo sem paredes que ainda luta para obter próprio sucesso.
Sou a grossa, tão rude que por vezes me tomam por infantil e doce.
Sou a imatura, de pouca idade, a quem vieste pedir conselhos.
Sou a rebelde, que evita a guerrilha em busca de paz.
Sou a ignorante, a perversa, a vagabunda, a deturpada, a sem fé ou razão. Tanto sou que o que é me remete ao não ser mais e me pergunto quando deixarei de sê-lo – o espelho que olhas – e serei apenas eu. Um âmago íntimo, preso e calejado que há tanto não sabe mais o que é.
Sou a infiel, tão presa a princípios que traição não consta em meu vocabulário.
Sou a louca, aquela que em sua insensatez disseminou a razão.
Sou a egoísta, que se colocou na via crucis para livrar-te dos teus demônios.
Sou a pervertida, que corrompeu o amante e o levou ao caminho certo.
Sou a falsa, que jamais soube, nem jamais se importou em mentir.
Sou a dramática, que dos palcos tem medo e de toda peça foge.
Som a fria, que chora, ri, apoia, vive e ama as tuas emoções.
Sou a princesa, sem coroa, sem reino, sem súditos, presa num castelo sem paredes que ainda luta para obter próprio sucesso.
Sou a grossa, tão rude que por vezes me tomam por infantil e doce.
Sou a imatura, de pouca idade, a quem vieste pedir conselhos.
Sou a rebelde, que evita a guerrilha em busca de paz.
Sou a ignorante, a perversa, a vagabunda, a deturpada, a sem fé ou razão. Tanto sou que o que é me remete ao não ser mais e me pergunto quando deixarei de sê-lo – o espelho que olhas – e serei apenas eu. Um âmago íntimo, preso e calejado que há tanto não sabe mais o que é.
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