domingo, 27 de novembro de 2011

Pseudomentalidade - a um louco

Vi a loucura estampada em teu olhar perdido, desfocado como um vidro embaçado pelo teu frio interior. Teus olhos tão perdidos quanto teus atos, ou a tua falta de senso esquecida sob os teus maus costumes. Perdeste o senso em cada som sorrateiro de teu respirar abismal.

Caíste no abismo que cavaste em teus atos mal encenados, desejaste me levar junto a ti, porém, perdoe a minha falta de tato ao dizer que afundarás só, se possível ainda te incentivarei a pular na negritude abissal de teus próprios medos e lá perecerás solitário, junto apenas aos vermes que consumem a tua carne.

Não me digas que foste um desavisado, um inocente, um vitimado. És tão desavisado quanto as placas em teu caminho, as mesmas que te imploraram para não seguir em frente, és tão inocente quanto o demônio que libertaste nos teus goles apressados, és tão vitimado quanto o algoz que torturou as tuas entranhas antes de corromper-te.

Teu sorriso é falso; tua boca, cheia de cicatrizes de tuas palavras impérfidas; teus olhos mascaram tua loucura, mas a tua loucura transparece em cada gesto que interpretas.

És o pior ator das peças de comédia, um artista de grande ego e com tanto talento quanto as traças que roem os teus bizarros livros.

Ousas, apenas ousas, sonhar que és mais, mas são apenas teus devaneios torpes, és tão insignificante quanto os ratos de teu calabouço imaginário.

Morres pouco a pouco neste teu ridículo modo de viver como uma bactéria, proliferando-se e contaminando tudo o que tua podre mão toca.

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